Os perigos das quedas de idosos em suas casas

Algumas medidas simples reduzem o risco de quedas, explicam os ortopedistas, como caminho livre dentro de casa

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT lançou um alerta sobre o aumento das quedas de pessoas idosas, que muitas vezes resultam em fratura do fêmur. "Entre 70 e 80% desses casos ocorrem em casa", explica Miguel Akkari, da Comissão de Interatividade Social da SBOT, e o brasileiro ainda tem pouco conhecimento sobre as mudanças que deve fazer no ambiente domiciliar, para tornar a casa mais segura para o idoso.

O presidente da SBOT, Flávio Faloppa, explica que no início do século XX a expectativa de vida do brasileiro era de 33 anos, e hoje é de 74, o que significa que milhões de pessoas estão se tornando idosos. Isso pressupõe perda da acuidade visual, menor capacidade de reação quando escorrega e, consequentemente, maior propensão às quedas. O problema é que em apenas sete anos, a partir do ano 2.000, cresceu em 37% o total de internações por fratura de fêmur, segundo o Ministério da Saúde, e 12% das mortes e idosos são consequência de queda com fratura.

Algumas medidas simples reduzem o risco de quedas, explicam os ortopedistas, como caminho livre dentro de casa, sem banquinhos ou cadeiras no trajeto do idoso, retirada dos tapetes que podem causar escorregões, barras para apoio nos banheiros e escolha de móveis que não tenham cantos agudos, que possam causar ferimentos e farta iluminação.

Também é aconselhado usar trincos de segurança deslizante, rampas em vez de escadas e piso antiderrapante que podem ter custo alto, mas que compensam, pois 30% dos idosos que sofrem fratura de fêmur morrem menos de um ano após o acidentes.

A campanha não é apenas da SBOT, mas também da Associação Médica Brasileira, que criou o site www.casamaissegura.com.br, onde há orientação sobre como tornar o domicílio mais adequado para o idoso.

Além dos cuidados com a casa, entretanto, os especialistas recomendam a prevenção e o tratamento da osteoporose. "Embora muita gente pense que é doença típica da mulher, a partir dos 80 anos ela ocorre igualmente nos dois sexos", diz Miguel Akkari, e do ponto de vista médico é sempre muito mais indicado e simples prevenir uma doença do que trata-la, depois que ela se instala.

Escrito por DOC PRESS COMUNICAÇÃO.